A violência no Brasil
Um dos problemas mais preocupantes de nosso país é a violência crescente que assistimos todos os dias. O número de mortes por ano no Brasil devido à violência é um dos mais elevados do mundo. Há muitas causas da violência, mas a origem profunda da selvageria de que tomamos conhecimento diariamente pelos noticiários, vem de um fato que não percebemos, como demonstraremos a seguir.
Analisando os acontecimentos violentos de que dão notícia os nossos meios de informação, notamos que são: furtos ou roubos com agressão a pessoas, brigas com ferimentos ou morte das vítimas, agressões ou assassinatos por motivos passionais, acidentes de trânsito causados por desobediência às leis de trânsito e por consumo de bebidas alcoólicas ou drogas, crimes de natureza sexual como estupros, pedofilia e outros.
Podemos notar que tais crimes são devidos a: 1. cobiça por bens ou por dinheiro; 2. ódio descontrolado; 3. vícios de bebida ou drogas; 4. descontrole dos instintos e também distúrbios psiquiátricos.
O que significam tais causas da violência? Em resumo, são o resultado de desejos e emoções exacerbados. Então, provém de sentimentos descontrolados.
Os vícios, quando não devidos a uma tendência patológica da pessoa, são adquiridos por uma fraqueza do indivíduo para dominar os seus desejos de prazer doentio proporcionado por álcool, fumo ou drogas.
Nas pessoas normais, na maioria das vezes, os sentimentos são dominados pelo raciocínio, o que evita que elas pratiquem atos insensatos a todo momento. Vemos portanto, que simplesmente trata-se de uma questão de controle maior ou menor dos sentimentos pelo raciocínio.
O que poderia fazer com que as pessoas tivessem um comportamento não tão dependente de emoções exacerbadas? Evidentemente que por meio de uma educação que, desde os primeiros anos de vida, acostumassem os indivíduos a agir seguindo mais a inteligência do que os impulsos devidos a sentimentos ou emoções. Portanto deveríamos ensinar as pessoas a agir pesando sempre as consequências de seus atos, ou seja, usando o raciocínio, o que as tornariam mais sensatas.
Finalmente temos a solução para inúmeros problemas que enfrentamos atualmente: é preciso ensinar as crianças a serem mais disciplinadas, o que significa acostumá-las a agir usando a inteligência.
Devemos habituar a desde cedo as pessoas a ter disciplina nos seus atos, isso porque uma pessoa adulta dificilmente mudará o seu modo de agir pois já adquiriu vícios de comportamento que geralmente se prendem a sentimentos e emoções do momento, sem a tranquilidade necessária a uma ação sensata. Ensinar adultos a usarem a inteligência a todo momento, seria uma tarefa quase impossível, devido aos hábitos arraigados. Por isso muitas vezes vemos pessoas praticarem atos insensatos em sua vida que trazem consequências terríveis, que as tornam muito frustradas e infelizes.
É evidente que o controle de sentimentos deve ser também feito sensatamente pois não podemos tornar as pessoas robôs que agem mecanicamente dirigidos só pela lógica. Mas essa distorção seria muito mais difícil de acontecer, pois o poder dos sentimentos é infinitamente maior que qualquer controle que possamos exercer sobre eles e, a todo momento eles aparecem mais fortes do que nunca.
É evidente que existe também a violência devida a doenças psiquiátricas que não podem ser tratadas com condicionamento comportamental e requerem outras terapias. Muitas pessoas que cometem crimes de extrema violência são psicopatas para as quais não há cura até o momento, e por isso, necessitam de internação permanente.
Em nosso país, onde a violência, o desrespeito às leis e regulamentos, a desorganização, e a corrupção atingem níveis alarmantes, é urgente implantar um sistema educacional baseado na disciplina, que certamente conduzirá o Brasil a uma posição de desenvolvimento mais condizente com a importância do nosso país. Em 2011 o índice de desenvolvimento humano do Brasil foi estimado em 0,718 e colocado em 84º lugar no mundo, abaixo do Equador, Peru e Venezuela, e muito abaixo do Chile e Argentina e Uruguai.
Alvaro Leite Pereira de Souza
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